"Olha,
Será que ela é moça?
Será que ela é triste?
Será que é o contrário?
Será que é pintura o rosto da atriz?
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha,
Será que é de louça?
Será que é de éter?
Será que é loucura?
Será que é cenário a casa da atriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chãoPara sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz
Olha,
Será que é uma estrela?
Será que é mentira? [mentira. . mentira. . mentira]
Será que é comédia?
Será que é divina a vida da atriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida. . ."
Ela já veio nos ensinando muitas lições de tolerância, de que a vida nem sempre é conforme esperamos, mas nem por isso pior do que imaginávamos.
Já veio nos trazendo um pedacinho maior de Deus.
O desespero é grande. A angústia de não conseguir ajudá-la a ser feliz, a insegurança de mulher-amante, de mulher-mãe, de mulher-gente... Tudo muito intenso!
Contudo, talvez ela realmente me faça tirar um pouco os pés do meu chão! E, acredito, será tudo muito divertido!