sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Pai e mãe

Acabou-se o Ano. E que ANO!!!
Um ano em que me descobri mãe, e descobri em vc o pai que eu gostaria de ter tido. Uma mãe e um pai cheios de falhas, mas repletos de muito amor!
Tenho frequentemente a sensação de querê-la de volta dentro de mim... Impossível???? Pois façamos o melhor pra que ela se sinta tão bem aqui fora quanto enquanto dentro de mim, e é o que tentamos frequentemente fazer.
Olho pra trás com muito orgulho e vejo tudo o que temos construído juntos: nossa família, nossa filha linda, nosso amor renovado a cada dia, apesar de tantos entraves, nossa vida profissional em comum... E como crescemos! Como somos ainda melhores hoje do que éramos em 2009.
Sabemos das nossas dificuldades, dos nossos problemas e das tantas barreiras que tivemos e temos que ultrapassar, e o que me impressiona é essa sua capacidade de fazer com que tudo pareça sempre tão simples e fácil, enquanto pra mim, parece um martírio. No final, tudo sempre acaba bem mesmo.
Sim! Vc me impressiona com muita facilidade! A bondade, o carinho nato para com todos, a simplicidade ingênua, o amor desmedido, a fé inabalável, a inteligência bondosa e essa ingenuidade madura. Isso é tudo seu! E eu já sabia! Mas o novo veio: o pai fantástico, que ama incondicionalmente e acima dele mesmo. Um pai exemplar! Que se esforça frequentemente pra ser melhor ainda do que vc já é. Com esse brilho nos olhos quando olha pra ela, que me encanta e essa vontade de querer sempre se superar, acreditando que nada é impossível para nós.
E, realmente, meu amor, quando a gente quer, tudo se torna possível. Assim como foi com nossa filha... um pai e uma mãe reais, possíveis e tão bons quanto nunca pudemos imaginar. E é assim que é. É assim que sempre vai ser, enquanto quisermos.
Agora, confesse!!! Apesar de você viver criticando o "Vale", no fundo vc bem que gosta, né???? rs.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Seu novo brinquedo

Hoje você aprendeu que o peito da mamãe não serve só pra te alimentar e confortar. Ele é seu brinquedo preferido atualmente. No fim das mamadas, vc me olha, dá aquele seu sorrisinho sedutor, e fica com a boquinha e a linguinha ali, no bico, como quem diz assim: Eu quero brincar com você, mamãe!!! E eu, pra não perder o costume, me derreto toda!
Depois que você se cansa, ou eu te tiro dali(por causa do seu refluxo), vc fica sentada conversando comigo. E, como eu esperava, filha, você é realmente uma grande companheira. Tranquila, sorridente, bom astral, e carinhosa. Muito mais do que eu sempre pedi a Deus. Então... Pode brincar com o bico da mamãe o quanto quiser, filha... Nós realmente somos seus!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Mais um grande dia.



Venho, antes de tudo me desculpar pela ausência e pela falta de respostas as minhas amigas do blog, mas tenho certeza de que todas entendem a falta de tempo que a maternidade nos traz.
E agradecer pelos comentários de todas, sempre tão carinhosos, e pela preocupação com minha ausência.

Há quase 1 ano, eu escrevi a respeito do meu primeiro grande dia. Venho, aqui, me retificar. Não há primeiro grande dia. Existem OS grandes dias de nossas vidas. Nenhum em competição com o outro. O meu último foi o nascimento de Bia, e também o meu. E é sobre ele que venho lhes falar.

Ah... a maternidade!!!!! Quanta confusão de sentimentos ela nos traz.
Ao mesmo tempo que nos sentimos a melhor mãe do mundo, aparece o sentimento de pior ser humano da face da Terra.
Bia chegou antes da hora(da data marcada. A cesárea estava marcada para o dia 23 e eu entrei em trabalho de parto no dia 21 de setembro. O dia mais emocionante da minha vida! Cheguei no hospital as 13h, e fui direto pro centro cirúrgico. Bia nasceu as 16:36 desse dia. E eu nasci com ela.

Foi como se, no momento em que ouvi o chorinho dela, o mundo tivesse mudado pra mim. Na verdade, alguns dias a frente eu descobri: Fui eu que mudei nesse mesmo mundo!
O amor realmente transforma a gente, e nada como ser mãe para se comprovar um amor tão sublime e real. Um amor que até dói como diria uma tia muito querida.

Hj, após 2 meses e 3 dias após o meu segundo grande dia, estamos todos muito bem, graças a Deus. Bia vem, a cada dia, se superando... Em fofura, inteligência, graciosidade, dengo, e até mesmo nas caras e bocas. E não há nada nesse mundo melhor do que aprender a cada dia um pouquinho mais sobre ela. E apesar dos sentimentos confusos,e do cansaço físico, a única certeza que tenho é que: Mesmo não tendo sido planejada, filha, Você é a coisa mais certa que eu já fiz na vida.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ainda dividimos a mesma alma

Estou a 7 dias da cesareana de Bia. 
A 7 dias para colocá-la nesse mundo louco. E uma certa nostalgia toma conta de mim.
Logo eu que dizia serem malucas as mães que sentiam falta da barriga. Malucas??? Deve ser aquele pedaço do coração de Deus que dizem que só as mães realmente entendem, e que só agora me liberaram a senha do segredo.
É como se, apesar de todo o incomodo do peso da pança, a falta de posição pra dormir e até mesmo o andar de gansa já me fossem congênitos, e eu já não quisesse viver sem isso. Sem ela se mexendo aqui dentro de mim.
Daqui a 7 dias ela sai do meu útero para se fixar no meu coração.   E eu já não entendo(ou não quero entender)  como 2 almas q já foram uma podem se dividir, e viverem assim...Independentes uma da outra.
Eis a primeira, das diversas e dolorosas separações pelas quais passaremos e superaremos juntas!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sobre ela

Meu Deus do céu!!!
Parece que foi ontem! Me casei em 04 de dezembro, dia 31 de janeiro descobri que estava grávida! "Engravidei na lua de mel???"- pergunto eu pra minha médica. "Com certeza." -respondeu ela!!! E ela nascerá em 22 de setembro de 2010. Início da primavera. A primeira de muitas, espero eu!
Quase um filme essa minha vida. Aquele cenário lindo de Trancoso na Bahia(onde passamos a lua de mel), a energia do lugar, com o fundo musical do nosso amor! Assim Bia foi gerada... Dá pra escrever um livro???
Se desse seriam páginas recheadas de muito mel, canela e pimenta! Doçura, aconchego e histeria! Rs...
E assim vem Bia, na sua calmaria, mas com toda sua presteza. Assim como foi enquanto aqui dentro de mim. Sem intercorrências e desde já, minha grande e paciente companheira. No fundo, acredito bem que ela será assim: serena e decidida. Diferente da mãe quanto à serenidade, mas igual em opinião! É o que veremos! É o que mais quero aprender... Sobre ela!

sábado, 3 de julho de 2010

Cumplicidade das minhas pequenas

"Cães não veêm com os olhos físicos e sim com os olhos da alma!"
São palavras lindas de amor da Cecília do blog Cachorros Especiais e muito felizes .
Diariamente, venho comprovando essa realidade. A pureza do cão consegue filtrar com maior facilidade o amor real e mais sublime. É como diz no Pequeno príncipe:"O essencial é invisível aos olhos." O que na verdade recai sobre a frase da Cissa.
Cumplicidade, sensibilidade, carinho, atenção, detalhes... AMOR!!! São coisas que deixamos passar no dia a dia, mas que fazem a grande e maior diferença.
Cissa querida: Muito obrigada por sua sensibilidade. E não me esquecerei nunca: "A Malú já conhece a Bia há muito tempo!"
Há quase 7 meses elas já se conhecem e se comunicam. Eu, na minha santa ignorância, que não consegui perceber além dos meus olhos físicos. Taí: mais uma que aprendi com as minhas pequenas, que já iniciaram sendo cúmplices!!!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Malú: minha companheirinha fiel.

Ter um cachorrinho que ficasse dentro de casa sempre foi o meu sonho. Quando éramos pequenas, mamãe nunca deixou que qualquer dos cãezinhos que tivemos morasse dentro de casa. Mas sempre pudemos ter um de estimação.
Confesso que a experiência de ter um cão dentro e fora de casa está longe de ser ao menos parecida.
Me formei, e, após coseguir uma certa independência financeira, consegui comprar a Malú. Uma shih-tzu linda, carinhosa, compnehira, geniosa e muito arteira. Morávamos só nós duas em SP. Eu saía de casa no início e ela ficava aos berros. Quase fui convidada a me retirar do condomínio onde morava, mas nada que uma boa conversa não resolvesse. Malú foi lá pra casa com 45 dias de vida. No início foi tudo muito conturbado! Ela gritava quando eu saía, quando eu chegava em casa, tinha cocô e xixi para todos os lados, inclusive no meu sofá.( Era um ap de no máx 45 m², dá pra avaliar o cheiro agradável, né???) Eu chegava em casa após uma longa jornada de quase 10h de trabalho e ia limpar a caca. Tinha uma faxineira 3 vezes por semana, o que já aliviava bem a solidão de Malú e suas bagunças. Eram os dias mais tranquilos para Malú, que odiava ficar sozinha, apesar de não ser essa a característica do shih-tzu.
Passamos bons bocados juntas... Houve um arrastão no meu prédio, e entraram inclusive no meu ap. E o meu pit bull lá me protegendo. Algumas noites em claro, devido a alguns probleminhas no olhinho dela, comum da raça. Ela chorava de dor e só dormia no meu colo. Saía para trabalhar com aperto no peito, mas quando eu chegava, a recompnesa era enorme. Antes de entrar no apartamento, já no hall eu via por debaixo da porta os pelinhos saindo pela gretinha. Era ela deitada me esperando como fazia todo santo dia!
Passou-se a temporada paulistana, e foi o tempo de vir embora para minha cidade natal.( É claro que quando eu vinha visitar a família, trazia Málú a tira colo, imagine!? E era eu sair de um lugar pro outro que vinha esse pingo de gente me olhando desconfiada como quem diz: Vc não vai me largar aqui não, né??? E nunca largava mesmo, como poderia?) No início, moramos com a minha mãe. E logo conheci meu marido, por quem ela se apaixonou de imediato. Confesso aqui meu ciúme quando ela faz mais festa pra ele que pra mim, mas dentro de mim eu sei que o amor dela por mim é incomparável!
Nesse tempo, Malú teve umas intercorrências pequenas... Nada que afetasse sua qualidade de vida, nem sua felicidade. Nos casamos e compramos um outro shih tzu, o Téo, agora macho pra cruzar com Malú e nos dar sua cria, com medo de que um dia Malú não pudesse estar mais aqui. Foi quando engravidei! Sem planejar. Então, acabamos dando os 3 filhotinhos, e Théo foi junto. Após o nascimento dos cachorrinhos, Théo ficou muito enciumado e começou a aprontar além da conta. Ficamos novamente só com a rainha da casa, que voltou a ser como era antes. Porém, há 1,5 mês vínhamos tratando de uma úlcera de córnea no olho E de Malú. Por longos 20 dias ela ficou com o olhinho suturado, tomando remédios e usando alguns tipos de colírio pra fechar essa úlcera. Enquanto achávamos que tudo estava resolvido, Malú traumatiza(e não sabemos dizer como) o outro olho, o que estava saudável, e rompe esse globo ocular. Resultado: Ela perdeu o olho que estava bom! E acabamos descobrindo que o que tinha sido tratado já não enxerga quase nada tb! Minha filhota já não enxerga mais! E dentro de mim... Qta dor existe em vê-la como está!!! Fico pensando nos momentos de alegria dela, quando, de tanta felicidade, corria de um lado pro outro na maior velocidade, desviando de tudo o que via na frente e depois parava e olhava pra gente como quem dissesse: Vem me pegar! Ou então quando pela manhã, quando ela percebia que eu estava acordando, começava a saltitar na cama do tipo: Vamos!! Acorda, já tá na hora da gente levantar!!!
Há 2 dias ela está assim, com o olho que rompeu fechado(suturado pela oftalmo) E o outro que não enxerga quase nada(não sabemos ainda se enxerga alguma coisa) aberto, porém acinzentado.
Fico pensando em como seria ela olhando pra minha filha. Em como será que agora ela reagirá ao nascimento de Bia. Ela já se sentiria enciumada naturalmente. Como reagirá agora que não enxerga mais???
Li sobre cegueira nos cães, que quem sofre mais com isso são os donos. Acredito que seja verdade realmente. Não sabemos como ela pôde esbarrar esse olho ou coçar ou fazer o que tenha feito para conseguir traumatizá-lo de forma tão brutal, e que muito menos tenha sido culpa dela. O pior de tudo é que me culpo por não ter estado do lado dela e impedido o que possa ter ocorrido. Me culpo por não ter tratado antes o olho que não rompeu, me culpo por ela não enxergar mais!!!
Na verdade, o grande sofrimento agora é olhar pra ela e pensar que taçvez a falha tenha sido minha! É conviver com a dor de ter falhado e não ter cuidado dela como deveria.
Post longo... Assim como a minha dor e o meu arrependimento de não ter estado perto pra evitar tudo isso.