terça-feira, 30 de outubro de 2012

Ponto de luz

Frio na barriga, ansiedade, borboletas no estômago, contar dias, contar noites, e querer que o tempo pare quando o dia chegar.
É assim que tenho me sentido. Parece que um pontinho de luz começou a brotar no meu coração, que, há muito, estava no breu.
"Se isso é amor, não sei." Mas sei o quanto tem me feito bem, e me feito MULHER!
Tá aí! Tinha esquecido como é bom exercer esse papel e como a feminilidade me faz falta! Quero de volta! Traga de volta! Faz-me de novo!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Falha minha

Ultimamente, poucas coisas me fazem chorar, confesso.
Mas não posso dizer o mesmo quando me refiro à minha filha e ao meu pai.
Em ambas as situações, quando a lágrima não escorre, ao menos os olhos ficam marejados!
Interessante a mente humana.
Em relação a um, é por excesso de zelo, culpa por achar que ela merece muito mais do que a mãe que ela tem, por as vezes preferir que o tempo não passe pra ela, por excesso de proteção, penso que como todos os pais.
Em relacão ao outro, pela falta de conhecimento: do cheiro, da voz, do calor, do abraço, do olhar, do homem que eu poderia ter conhecido e que me faz tanta falta. Falta até mesmo do silêncio. Mas na presença da companhia.
Falta, pai! Falta, filha! Falha minha!!!!

domingo, 16 de setembro de 2012

Realidade x sonhos

Voltar a escrever! Sim. Fui instigada! Talvez seja uma forma mais concreta para que eu mesma me entenda e conheça! E pasme! Nem sempre gosto do que vejo. Mas, acredito ser válido, pq me instiga a mudança! Mudança!?!?! Eu acreditava que a essência não muda! Hj ainda não tenho certeza dessa verdade! Triste seria se viver sempre com o mesmo modo de pensar, agir e encarar os problemas. A razão é tão simples! Meu desejo, hj, é que a realidade se torne tão exata como a teoria. Nunca é demais acreditar! Ou não!?!?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Amigas como nós

Amizade... Uma palavra tão simples, mas de conteúdo tão amplo!!!!
Pra mim, amizade lembra: cumplicidade, gargalhada, alegria, felicidade, saudade, lembranças, distância, choros, brigas, passeios, compras no shopping, porre, gargalhada, gudang garam (ou seria garan), festa, café da tarde, imagem e ação, brigas, reconciliação, dança na sala de casa, dança em cima da mesa, passeio, namoros, desabafos, confissões, e muito, muito amor!!!!! É assim com amigas como nós.
Amigas como nós se distanciam por um tempo, mas nesse tempo, não há um dia sequer que uma não lembre da outra.
Amigas como nós chora de saudade, chora de alegria, chora com uma novela com cenas de outras amigas que tb se amam.
Amigas como nós relevam os defeitos da outra e idealizam um ser humano que não existe: perfeito, lindo, vazio de problemas e repleto de qualidades que preencham um portfólio invejável.
Amigas como nós se sentem tias de sangue dos filhos da outra.
Amigas como nós sentem ciúmes de qualquer um que se candidate a tomar nosso posto, esquecendo- nos de que esse posto nunca será substituído.
Amigas como nós não se esquecem das tachinhas contadas, dos cigarros fumados, dos bacardis lemon entornados, das madrugadas em claro, da época de universitárias que nunca mais vai voltar, das solteiras desvairadas e aflitas, e das casadas honestas e bem resolvidas.
Amigas como nós nunca se esquecem, porque, afinal de contas, já estamos fixadas uma no coração da outra.
E é por e com tudo isso que um ser sem amigos é incompleto, é parcialmente vazio, é restrito. E é assim como eu nunca me sinto quando tenho vc por perto, minha amiga, minha irmã escolhida!!!!

domingo, 3 de julho de 2011

9 meses

O tempo vem passando muito depressa, filha, e eu não tenho achado isso tão bom.
Com 9 meses, vc já tem dois dentinhos que nasceram com 07 meses, já fala papá quando vê seu pai babão e amoroso ( e confesso que morro de ciúmes por vc nem sequer esboçar o mamã que eu insisto em querer ouvir), já bate dez, já faz não com a cabecinha, se arrasta pra todos os lados, só que de barriga(rs), já dorme a noite toda, sem acordar nem uma vezinha (nem pra pedir a chupeta!), já dá tchau, já roda o brinquedo de bolinha ( e eu acho a coisa mais inteligente do mundo! ) e já faz tb muita birra quando quer alguma coisa e a gente não dá. Mas o melhor de tudo: dá o melhor beijo babdo do MUNDO!!!!
Pois é, filha, o tempo passou e com ele o amor só aumentou e assim continuará até eu ficar caduca. Se bem, que, acredito, que nenhuma doença consegue apagar o amor de um pai por um filho. Podemos não ter consciência disso, mas, no fundo, ele está lá, bem guardadinho.
É assim que é, e é assim como eu nunca imaginei que fosse.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

3° separação

Não foi fácil, filha, começar a amamentar.
Confesso: cada mamada era precedida de muita taquicardia e frio na barriga, por medo da dor que eu sentia.
Após 3 meses de um sofrimento prazeroso, por fim, restou só o prazer. O prazer de te ver com aquela boquinha de peixe, virando o olhinho quando mama. E poder aproveitar, no final de cada mamada, esse seu sorriso delicioso que me seduz.
E, depois de 4 meses velozes, ouço da sua pediatra que você agora vai começar com as papinhas. Relutei um tanto, confesso, para introduzí-las, mas acabei cedendo devido ao seu refluxo.
Por fim, o sofrimento, agora, é o de te desmamar. De cortar mais um cordão. A cada separação, fico pensando que a próxima sempre será mais fácil. Mas nunca é!
Acho que vou ter que me acostumar com isso: acalentar meu coração a cada vôo seu.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Segunda separação

Aos poucos, filha, a vida tem cortado o nosso cordão! Nosso sim! Meu e seu!
E, aos poucos, meu coração, que antes era um, passou a bater por duas, e agora se dividiu, sofre! Uma parte dentro de mim, e outra grande em você.
Voltei a trabalhar há uma semana, e desde então, você faz greve de fala! Não murmura, não gargareja, nem dá um pio. E isso tem matado a metade que ficou aqui dentro.
Dói, filha, saber que eu te faço falta. Mas dói mais ainda saber que essa falta te fere.
E, assim, continuo insistindo em cada balbuciar seu... para aliviar um pouco da culpa que teima em ficar em mim.